Convergente (Allegiant) – Verônica Roth – série Divergente 3

CONVERGENTE_1394113467PE se o amor e a lealdade não fossem aquilo com que exatamente sonhou?

O terceiro e conclusivo livro da série Divergente (resenhas no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/?s=serie+divergente) é bastante sombrio, e revela os segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores em Divergente e Insurgente.

E se o amor e a lealdade não fossem aquilo com que exatamente sonhou?

A sociedade dividida em facções em que Tris sempre acreditou, está se desmoronando – através da violência e luta pelo poder – destruída pela traição.

Quando Tris descobre que pode explorar o mundo além dos limites que ela conhece, não hesita. Talvez, além da cerca, ela e Tobias (Quatro) encontrem uma vida simples juntos, livre de mentiras e lembranças dolorosas.

Mas a nova realidade de Tris é ainda mais alarmante do que aquela deixada para trás. Velhas descobertas tornam-se sem sentido. Novas verdades mudam os corações daqueles que ela ama.

E mais uma vez Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana – e de sua própria natureza – enquanto se depara com escolhas impossíveis de sacrifício e abnegação.

A primeira surpresa é que a autora Verônica Roth escolheu uma narrativa alternada entre Tris e Tobias – o que ele pensa sobre ela e vice-versa.

Enquanto a estória de amor dos dois se desenrola, Convergente responde muitas questões e oferece novas perguntas sobre o mundo fora da cerca, sobre a origem das facções, sobre manipulações genéticas e, é claro, sobre o destino dessa sociedade.

Passamos a saber um pouco mais sobre a mãe de Tris e outros personagens dos dois primeiros livros.

Mas o livro todo é meio que sem emoções fortes. Ação? Never.

O final polêmico não é um final feliz – isso todos sabem – não é spoiler. Deixou muitos leitores insatisfeitos e até mesmo, zangados. Mas é um final com sentido e que satisfaz a trama – afinal muitos dos personagens tornaram a vida de outros, muito melhor, de uma forma permanente.

31tomtb90sl__aa300_admiravel_mundo_novo_1244513534pEm minha opinião o tema da sociedade distópica, esgotou-se com as obras primas de George Orwell (1984), e de Aldous Huxley (Admirável mundo novo) – resenhas no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/11/02/1984-george-orwell/ e https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/08/10/admiravel-mundo-novo-brave-new-world-aldous-huxley/).

 

genesis_1286152914pJOGOS_VORAZES_1379948686PEntretanto, também podemos ler sobre o tema em livros brilhantes, como Genesis de Bernard Beckett, e a moderna trilogia sobre reality shows, de Jogos Vorazes, da Suzane Collins (resenhas no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/04/20/genesis-bernard-beckett/ e https://scifinowlilimachado.wordpress.com/?s=jogos+vorazes).

Booktrailer do 3o livro da série:

Insurgente (Insurgent) – Verônica Roth – série Divergente 2

INSURGENTE_1359738948PUma única escolha pode te transformar – ou te destruir.

Este segundo livro da trilogia da autora Verônica Roth (Divergente, Insurgente, Convergente) é rico em suspense e aventura, com pitadas de romance, e alguns ensinamentos sobre a alma humana).

Uma única escolha pode te transformar – ou te destruir. Mas cada escolha tem suas consequências, e Tris (Beatrice) Prior continua a tentar salvar aqueles que ela ama – e a ela própria – enquanto lida com as questões de perda e perdão, identidade e lealdade, política e amor, que a assombram.

DIVERGENTE_1343154852PO dia de sua iniciação, narrado no primeiro livro (Divergente: resenha no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2014/07/19/divergente-divergent-veronica-roth-serie-divergente-1/), deveria ter sido marcado pela celebração e a vitória, porém terminou com horrores indizíveis.

As facções estão em conflito físico e ideológico. E em tempos de guerra, as pessoas tem de tomar partidos, segredos são descobertos, e escolhas se fazem urgentes – e ainda mais poderosas.

Transformada por suas próprias decisões, mas cheia de pesar e de culpa, descobertas radicais, e estranhos relacionamentos, Tris tem de saber usar seu fator divergente, mesmo sabendo que muito irá perder com isso.

Acho que gostei mais de Insurgente do que de Divergente, porque este livro tem mais ação e os personagens estão bem mais desenvolvidos. Embora a tremenda culpa de Tris, permeie toda a primeira parte do livro.

Entretanto, as coisas mudam quando os segredos começam a ser revelados. E o último deles faz a leitura da série valer a pena.

Espero, ansiosa, a leitura do terceiro e último: Convergente.CONVERGENTE_1394113467P

 

31tomtb90sl__aa300_admiravel_mundo_novo_1244513534pEm minha opinião o tema da sociedade distópica, esgotou-se com as obras primas de George Orwell (1984), e de Aldous Huxley (Admirável mundo novo) – resenhas no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/11/02/1984-george-orwell/ e https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/08/10/admiravel-mundo-novo-brave-new-world-aldous-huxley/).

 

genesis_1286152914pJOGOS_VORAZES_1379948686PEntretanto, também podemos ler sobre o tema em livros brilhantes, como Genesis de Bernard Beckett, e a moderna trilogia sobre reality shows, de Jogos Vorazes, da Suzane Collins (resenhas no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/04/20/genesis-bernard-beckett/ e https://scifinowlilimachado.wordpress.com/?s=jogos+vorazes).

Trailer do 2o filme da série:

Divergente (Divergent) – Verônica Roth – série Divergente 1

DIVERGENTE_1343154852PO que a faz diferente, a torna perigosa…

Divergente, e suas sequências: Insurgente, e Convergente, é a estória de um mundo distópico (Chicago) pós-guerra, transformado pela coragem, auto sacrifício e amor.

Uma única escolha pode transformar uma vida – a sociedade de Beatrice Prior é dividida em 5 facções: Abnegação (os sem egoísmo), Amizade (os pacíficos), Audácia (os corajosos), Franqueza (os honestos) e Erudição (os cultos) – e ela tem de escolher entre permanecer com sua família na Abnegação, ou transferir-se para outra facção.

Sua escolha, ao atingir 16 anos, no teste de aptidão, irá chocar sua comunidade, mas Tris (seu novo nome) tem um segredo que deverá manter escondido neste mundo, pois o que a faz diferente, a torna perigosa…

O resultado do teste, é que Tris é uma divergente – um raríssimo desvio de personalidade, que faz com que a personagem possa transitar por todas as facções!

Na cerimônia de transição, a adolescente, impulsivamente, se junta a Audácia, os tatuados cujo valor é a coragem, e que protegem a comunidade.  Ela gosta de se exercitar, proteger os fracos e se exceder entre os mais fortes.

Porém, aos poucos, seu fator divergente vai se apresentando, e Tris consegue ver que seu mundo dividido em facções não é tão maravilhoso quanto parece.

E somente uma adolescente que consegue participar de todas as facções pode salvar o mundo, juntamente com seu amigo (namorado) que tem o estranho nome de Quatro (Tobias).

O fim do livro é inesperado e muda totalmente a visão da trama.

Vamos ver, então, o que acontece em Insurgente.

Este primeiro livro da trilogia de Veronica Roth, que capturou os corações de milhões de adolescentes e jovens adultos, deu origem ao filme estrelado por Kate Winslet.

31tomtb90sl__aa300_admiravel_mundo_novo_1244513534pEm minha opinião o tema da sociedade distópica, esgotou-se com as obras primas de George Orwell (1984), e de Aldous Huxley (Admirável mundo novo) – resenhas no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/11/02/1984-george-orwell/ e https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/08/10/admiravel-mundo-novo-brave-new-world-aldous-huxley/).

genesis_1286152914pJOGOS_VORAZES_1379948686PEntretanto, também podemos ler sobre o tema em livros brilhantes, como Genesis de Bernard Beckett, e a moderna trilogia sobre reality shows, de Jogos Vorazes, da Suzane Collins (resenhas no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/2013/04/20/genesis-bernard-beckett/ e https://scifinowlilimachado.wordpress.com/?s=jogos+vorazes).

Trailer do 1o filme da série:

The Fear Index – Robert Harris

THE_FEAR_INDEX_1323380602PUma amostra do mundo da ganância e do pânico, misturando Sci-Fi com suspense.  

No coração do mundo financeiro e das sofisticadas tecnologias de programação da computação, um futuro terrível pode estar se construindo, exatamente neste momento.

O nome do Dr. Alex Hoffmann (gênio da matemática e da computação, e bilionário) é cuidadosamente guardado do público em geral, mas nos círculos exclusivos dos super-ricos, ele é uma lenda.  Ele desenvolveu uma forma revolucionária de inteligência artificial que consegue prever os movimentos dos mercados financeiros, de uma maneira estonteantemente precisa.

Ele nem sempre foi um investidor financeiro.  Começou sua carreira como cientista da CERN (European Organization for Nuclear Research), onde seu trabalho envolvia algorrítimos complicados e o treinamento de máquinas para imitar o comportamento humano.

A trama acontece durante tumultuadas 24 horas na vida de Hoffmann.

Seus escritórios em Genebra lidam com bilhões, com a ajuda de um programa do mercado de capitais, baseado em seus trabalhos anteriores na CERN.  Mas numa manhã, um sinistro intruso consegue quebrar o elaborado esquema de segurança da mansão de 60 milhões de dólares de Hoffmann, à beira do lago Geneva.

Acontece um confronto, Hoffmann é ferido.  E é então que começa um pesadelo de paranóia e violência, à medida que Hoffmann tenta, com desespero crescente, descobrir quem está tentando destruí-lo.

Hoffmann começa a lidar com o maior perigo que ele pode imaginar: seu próprio intelecto.  Ele descobre que não está em pleno controle de sua vida e para melhor entermos, somos apresentados a várias e interessantes teorias Darwinistas, a cada início de capítulo.

Cheio de personagens bem construídos e surpresas ardilosamente reveladas – e uma boa dose de paranoia – The Fear Index nos dá uma amostra do mundo da ganância e do pânico.

É uma trama que mistura ficção científica e suspense, e que nos força a confrontar a questão do significado do que é ser humano – a mais audaciosa estória de Robert Harris, até hoje – que envolve questões sociológicas.

Hoffmann é arrogante e talentoso, mas sua falta de interação não o aproxima muito dos leitores.  Seu relacionamento com a esposa artista plástica é superficial e desinteressante.  Ela é quente e faz uma arte ousada.  Mas também é muito triste, porque não pode ter filhos.

Ao final do livro, o leitor se pergunta: Hoffmann é doido, é a vítima, o vilão, ou tudo isso em conjunto?

Robert Harris é o premiado escritor do best-seller de suspense político e de espionagem britânica, O Fantasma (The Ghost Writer – resenha no blog House of Thrillers).

Booktrailer:

Robert Harris fala sobre as origens reais das ideias da trama de The Fear Index – que mêda!