O_HOMEM_BICENTENARIO_1239491613PO foco desta estória tantas vezes apresentada na literatura universal, ao longo dos séculos, é a questão ainda não respondida, quanto ao que é ser humano.

            Esta obra prima de Isaac Asimov é a estória do robo Andrew Martin (nascido NDR-113) e sua jornada para conseguir direitos e privilégios, aparência e fraquezas de ser um humano completo.

Quando foi levado pela primeira vez para trabalhar na casa de um rico homem de negócios, Gerald Martin, Andrew era um robô doméstico comum.  Mas logo desenvolveu seus circuitos de memória, com habilidades artísticas em carpintaria e escultura, que lhe dão grandes lucros financeiros.

Com o tempo, sua mente positrônica se expande, começa a usar roupas, e ele consegue direitos legais e a liberdade, passando a fazer parte da família Martin.

Seus amigos e “familiares” seguem a vida, morrendo, enquanto Andrew vai sobrevivendo com a reposição de suas partes mecânicas, por próteses orgânicas criadas por ele mesmo.

Depois de passar a “viver” Finalmente, deseja ser declarado humano em todos os aspectos, inclusive trocando seu cérebro positrônico por um de verdade. Andrew devota toda a sua existência neste esforço, mas a humanidade não está pronta para admitir uma máquina entre seus pares.

Desnecessário dizer que o foco desta estória tantas vezes apresentada na literatura universal, ao longo dos séculos, é a questão ainda não respondida, quanto ao que é ser humano.

Um livro provocante e fascinante, com uma estória contada através de um viés emocional – gostoso e fácil de ler – feito para se pensar.

O escritor Isaac Asimov foi quem criou as famosas Três Leis da Robótica – três princípios idealizados a fim de permitir o controle e limitar os comportamentos dos robôs que este trazia à existência em seus livros de ficção científica. O objetivo das leis, segundo o próprio Asimov, era tornar possível a coexistência de robôs inteligentes – as leis pressupõem inteligência suficiente para os robôs tomarem suas próprias decisões – e humanos; impedindo assim que aqueles venham a se rebelar contra ou mesmo subjugar estes.

As três diretivas que Asimov fez implantarem-se nos “cérebros positrônicos” dos robôs em seus livros são:

  • 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  • 2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  • 3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.
  • Em tempos atuais, diante dos contínuos avanços nas áreas da biônica, cibernética e inteligência artificial, as diretivas de Asimov ganham a cada dia uma importância maior frente a realidade. No ritmo em que as coisas andam atualmente, as Leis da Robótica em breve contarão realmente com o status de lei.

“Não existe o direito de negar a liberdade a qualquer objeto com uma mente suficientemente avançada para apreender um conceito e desejar tal condição”. – juiz na decisão de tornar o robô Andrew Martin, um ser liberto.

Outras resenhas de livros de Isaac Asimov, no blog: https://scifinowlilimachado.wordpress.com/category/isaac-asimov-2/ .

Trailer do filme de Steven Spielberg, com Robbin Williams como o robô Andrew Martin.

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Sobre Lili Machado

Lilia Cristina Machado é carioca, aquariana, leitora voraz, estudante do conhecimento humano, especialmente dos ramos do imaginário, formada em Inglês por Cambridge, graduada em História, pós-graduada em Arte e Cultura, atualmente cursando Turismo.

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